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Postado em 19 de Outubro às 11h04

As dores da pandemia

A dor nada mais é do que um grito do nosso corpo. Esse grito nos diz que há algo errado! Em alguns casos, esse grito é de socorro, alto e urgente. Em outros, não é bem um grito, é mais como um gemido, uma lamentação, contínua, frequente, incômoda?

Em qualquer desses casos, é um claro sinal de alerta!

E, de diversas maneiras diferentes, o mundo deu o seu grito. Lá em dezembro de 2019 teve início uma pandemia global. Uma doença desconhecida, que nos obrigou a quebrarmos nossa rotina, permanecermos em casa, confinados. E isso, claro, teve muitos desdobramentos, principalmente, na economia, no nosso corpo e na nossa relação com os outros.

Passamos a trabalhar em casa, um ambiente que não foi desenvolvido para isso, paramos de nos exercitar, tivemos que lidar com tarefas simultâneas, convivemos com a incerteza acerca da nossa saúde, do nosso futuro, das nossas finanças. E a soma de todas estas incertezas recaiu sobre as nossas costas, literalmente. Os músculos, tendões e articulações foram os primeiros a serem afetados.

E isso não somos só nós, daqui do Centro de Coluna, que estamos falando, a consultoria Iqvia, especializada em pesquisas sobre saúde e bem-estar, fez um estudo que mostra um aumento de 62% nas compras de analgésicos isentos de prescrição médica só no mês de março. Em maio, as vendas de pomadas e emplastros cresceu mais 10%.

Já o Google aponta que nunca antes os brasileiros buscaram tanto por ?dor? quanto em maio de 2020. A procura pelo termo ?dor de cabeça? aumentou 33% entre março e junho deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Já ?dor nas costas? cresceu 22%.

Na contramão desse comportamento temos o esvaziamento dos consultórios. Apesar de não haver dados estatísticos, é possível notar que as pessoas passaram a ir menos ao médico, mesmo aqueles que fazem acompanhamento de alguma doença preexistente. Nos primeiros meses da pandemia, para evitar o risco de infecção, as pessoas permaneceram em casa e trataram suas dores com analgésicos de uso livre. Mas isso teve um resultado preocupante. Agora, com as medidas de relaxamento do isolamento, a tendência é que os pacientes voltem aos consultórios médicos, mas com quadros de dor e doença agravados.

E existem 3 fatores que são os grandes responsáveis pelas dores da pandemia:

Trabalho em casa

Não foi uma opção. Exatamente por isso, a maioria das empresas não tinham um plano ou cultura de home office. Elas apenas tiveram que mandar seus funcionários para casa, para trabalharem por lá.

Se as empresas não tinham preparo, imagine os funcionários!

Podemos considerar um número mínimo de residências com espaço específico para trabalho. E o conforto do nosso lar não está equipado para nos receber para trabalhar. Ficar de pijama, com o notebook no colo, uma caneca de café na mesinha de cabeceira pode parecer um sonho, mas depois de um tempo, passa a ser um pesadelo, principalmente para as nossas costas, braços, pernas. Não temos apoio para os braços, a cabeça fica ?pendurada? para frente, as pernas encolhidas. Uma postura, para dizer o mínimo, errada.

No curto prazo, essa postura causa dores, se mantida por longo tempo, pode provocar até mesmo hérnias de disco!

Olhando para o contexto que temos hoje, é muito provável que o home office vire tendência, um estudo feito aqui no Brasil pela empresa mundial do ramo imobiliário Cushman & Wakefield, aponta que 40% dos empresários que não tinham o home office como parte dos seus negócios pretendem adotá-lo de forma definitiva. Isso significa que nossas casas terão que ser preparadas para mais uma atividade.

Lá nas nossas redes sociais nós já falamos sobre ergonomia do ambiente de trabalho em casa, a altura da tela do computador, como devem ser a cadeira, a mesa, etc.

SEDENTARISMO

Pois é, o segundo fator que gera mais dores durante a pandemia é um velho conhecido nosso: o sedentarismo.

A indicação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que os adultos pratiquem 75 minutos de atividade física intensa ou 150 minutos de exercícios moderados ao longo da semana. Mas, nós, brasileiros, não fazemos isso. Segundo o Ministério da Saúde, 47% da população brasileira é sedentária.

E vamos pensar no seguinte: durante quase todo o primeiro semestre deste ano, parques, praças, ginásios, academias, campos de futebol, pistas de caminhada permaneceram fechados.

Além disso: ficamos confinados em casa, portanto, aquela caminhadinha até o restaurante na hora do almoço também não acontecia.

E mais: ?moramos pequeno?. Nossas casas não estão preparadas para nos receber para trabalhar e nem para nos acomodar durante a prática de exercícios físicos.

A soma de tudo isso faz com que o nosso corpo perca massa muscular e, paralelamente, ganhamos gordura. Nossas articulações e tendões perdem suporte e precisam de um esforço extra para realizarem até as tarefas mais simples do nosso dia a dia.

Então, dentro das suas possibilidades, mantenha-se ativo: mesmo com o relaxamento das medidas de isolamento, você optar por permanecer em casa, procure orientação para a prática de atividades em casa. Vários profissionais estão atendendo, inclusive, por videochamadas. Se você pode sair, porque não está no grupo de risco, faça caminhadas e aposte em uma rotina de exercícios, você pode começar, de forma leve. Atividades como RPG e Pilates ajudam minimizar as dores e evitam problemas mais graves.

ESTRESSE

Por último, e não menos importante, chegamos ao nosso inimigo número 1, desde tempos imemoriais!

Brincadeiras à parte, houve, sim, um aumento nos níveis de ansiedade e estresse desencadeados pela própria particularidade do cenário em que estamos vivendo.

Incerteza quanto ao trabalho, à saúde, à economia. Uma crise que bate à nossa porta. Tudo gera estresse.

Você está mais tempo em casa, o seu vizinho também. Você tem que trabalhar em silêncio, ele, talvez prefira ouvindo música. Ou ele resolve trocar os móveis de lugar. Pronto, é um gatilho gerador de mais estresse.

Nossos hábitos foram modificados, a revelia, desorganizando, assim, a nossa rotina, nosso padrão.

Tudo isso gera acúmulo de tensão nas costas, que ficam curvadas. Os ombros se enrijecem. O pescoço se aperta.

PARA COMBATER TUDO ISSO

O primeiro passo é o que fazemos de melhor: nos adaptarmos. Estabeleça uma nova rotina, com tempo de trabalho, descanso, horas de sono suficientes. E, principalmente, encontre algo para fazer de que gosta, algo que lhe dê prazer. E viva uma coisa de cada vez, dentro do seu limite.

Nossa história nos mostra o seguinte: somos mestres em nos adaptarmos, por isso, nós, humanos, estamos aqui. E as coisas tendem a encontrar um equilíbrio por si mesmas, sem que haja a necessidade de transformar nossa mente em uma locomotiva e sobrecarregar o nosso corpo.

Esperamos que nossa matéria tenha te ajudado a entender um pouco melhor todo esse cenário pelo qual estamos transitando neste momento.

Se precisar de auxílio para aliviar as suas dores durante a pandemia, pode contar com a gente aqui do Centro de Coluna. Como dissemos lá no começo: a dor é um grito de socorro, independente da intensidade que o seu corpo tenha gritado, ele precisa de atenção. Não ignore e cuide da sua saúde, ninguém faz isso melhor do que você mesmo!

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